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A fazenda em sépia 2

A fazenda em sépia 2

Este tema, que já abordei em uma outra publicação, é algo que me deixa fragilizada. 
É uma fragilidade diferente, ou melhor, mais forte que outras que tenho. Fico com o coração mais mole, saudoso e de pernas bambas. Muito mais que com outras fragilidades. 
Ela é de momentos, picos mais fortes e mais fracos. Aliás é uma coisa intermitente que nunca para. E não vai embora para sempre. 
E tudo isto acontece porque muitas coisas aconteceram na fazenda. A história é longa. Vem desde a época dos meus bisavós. Do final do século XIX para XX. Mas das coisas dos meus bisavós sei pouco. E não vivenciei. 
O que vivenciei na fazenda foram os momentos mais felizes da minha infância. Sempre rodeada de muitos familiares e em especial meus irmãos e primos.
Lembro tanto de como subíamos nas mangueiras até seus galhos mais altos. E sem medo. Era muito espontâneo, algo …assim… sem pensar.
Lembro de como trançávamos os cabelinhos das espigas de milho do milharal. E isto despertava a ira do nosso avô. Claro!
Também lembro de irmos de manhã bem cedo tomar leite no curral. E era quente e direto nas canecas. 
Enfim….são muitas e muitas as lembranças. Boas principalmente. E poderia estar aqui contando histórias por horas e horas. 
É claro que havia alguns sustos e contratempos também. Mas nada se comparados aos bons momentos. E talvez por isto eu me sinta tão saudosa. 
E por causa destas saudades eu outra vez fiz um registro em forma de arte do que foi o monumento da minha família e da minha infância: A antiga fazenda João Aniceto.

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