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Jacaré

Jacaré

Ele se parecia a um jacaré. Tinha uma corcunda grande, ou melhor um cupim. E este se se alongava bastante e ficava mesmo era parecendo com a cauda de um jacaré.
Não, ela não se importava muito com isto. O que a deixava preocupada era aquela língua de fora que parecia sempre estar babando. Não era sempre que acontecia. Em geral era quando os dois estavam a sós. 
Ela ficava bem confusa porque ao mesmo tempo nestes momentos ele a chamava “carinhosamente” de “minha Santa”. 
Ela ficava toda envaidecida, mesmo porque se achava realmente uma santa. Coisa para poucas. E nisto até arrumava seus babados do vestido. 
Agora, me parece , que ele não estava muito preocupado com estes babados. Estava preocupado com outros. Kkkk…. quer dizer: acho que na verdade ele não se preocupava com nenhum dos babados. Pra quê ?
Ele sempre dizia que tinha um coração florido. Hummm… Mas, a sua confidente titia dizia, que apesar de florido, tinha lá umas manchinhas bem lá no fundo. 
E, desconfiada, aproveitava para contar aquela antiga história do “Chapeuzinho vermelho e o lobo mau” pra sobrinha toda pura. 
Mas a converseira mole dele sempre acabava numa verdadeira perseguição . É que ele sempre acabava virando um verdadeiro jacaré. E parecia que com más intenções. Acho que queria mesmo era devorar sua presa. Uuuuuiiiiii!!!!!
Ela sempre saía correndo assustada e nestas horas sempre aparecia a titia salvadora que resolvia o problema, literalmente, com um balde de água fria.