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O enterro do banco

O enterro do banco

Não sei quando foi o enterro. Nem porquê. Só sei que é uma banco de um espaço público qualquer. Eu estava caminhando e fiquei com vontade de me sentar um pouco para descansar. Foi quando avistei o banco. Mas quando cheguei perto não acreditei. Praticamente metade dele estava enterrada. Talvez assim estivesse por uma questão de segurança. Ou seja, para que não fosse roubado. Mas não entendi. Afinal para roubar um banco desses a manobra tem que ser grande. É pesado e volumoso. Não dá pra sair por aí com ele nas costas, né? Mas ainda assim tentei me sentar. E foi bem surpreendente. Pois ele estar quase no chão, ficaria meio complicado. Mesmo assim teimei. Então quando eu estava descendo, descendo e descendo… ele não chegava. Aí perdi a força das pernas e despenquei. E amassou bastante. Dureza! E vi estrelas no lugar errado. Mas já sentada me senti como que no ar. Como aqueles jogadores de futebol agachados, na primeira fileira junto com toda a equipe para a tradicional foto em campo antes do jogo. E eles sempre me parecem meio que empoleirados. Isto! Num poleiro. Pra resumir: um desconforto total. Mas é um momento breve. Acho que dá pra aguentar. Em tese um banco, em geral em espaços públicos, serve para que nos acomodemos a fim de apreciarmos comodamente o entorno, ou ler, ou conversar comodamente. Com certeza!Agora do jeito que este está só dá pra subir e cantar de galo!