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O rio de Marte

O rio de Marte

Era um rio azul como os rios da Terra quando vistos do alto. E para Marte ele se mudou acreditando que lá as condições de vida seriam mais favoráveis. E embora soubesse que não era um planeta fácil para se viver, ainda assim arriscou. Acreditava que lá as coisas seriam mais fáceis no sentido de atingir seus objetivos. Com certeza! 
E no seu caminhar, ansioso, nem sempre as coisas foram acontecendo como esperava… Mas que bom que ainda era bem jovem. Aguentaria todas.
E as pedras iam surgindo no seu caminho. E ele desviava. E seguia.
E depois mais adiante foram as dunas que apareceram. E ele as enfrentou. E as umedeceu. Mas saiu um pouco enfraquecido. Perdeu muitas partes de si mesmo. Mas seguiu.
Aí encontrou uma imensa montanha. E perdeu o fôlego. E teve que se dividir em dois. Um rio de águas mais tranquilas. E outro de águas mais revoltas. Mas seguiram seu curso. 
E estas duas partes, e agora em paralelo, lá na frente, encontraram uma floresta negra. E como que a abraçaram. E seguiram…
Já não sabiam por quanto tempo iriam aguentar mais. E cada vez mais velhos e mais cansados. E ainda assim continuavam em busca de seus objetivos. Mas estes iam ficando cada vez mais distantes, e modificados e quase se apagando no horizonte…haja paciência!
Apesar de tudo, este rio que, agora às vezes era um, ou às vezes era dois, ainda tinha esperança de atingir suas metas. E seguiriam …
De todos modos, embora não fosse um dos anseios dele, era lindo de ser visto daqui da Terra.