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Rayssa – nossa farinha de prata

Rayssa – nossa farinha de prata

Já era hora! E não é um contos de fadas. É real, e é de prata. E esta realidade veio em forma de uma garota de 13 anos. Só isto!… E por isto trouxe a novidade da meninice brasileira no pódio das olimpíadas. 
Esta menina, Fadinha, que começou a praticar o skate assim vestida, é uma fadinha às avessas. Não é uma fadinha com uma varinha soltando estrelinhas por aí. Não ela usa uma prancha sobre rodinhas. E com ela voa, mesmo sem asas. Mas é como se tivesse. Nos pés um par de tênis. E os cabelos longos e soltos ao vento. É uma fadinha dos tempos atuais. 
Ela também trouxe a forte presença do feminino numa modalidade esportiva predominantemente tomada por meninos ou jovens de calças e bonés com as abas voltadas para trás. Suas manobras são leves e com muito engenho. Ela mesma muito leve, muito solta! Delicada! Uma graça!
Ela que é de um estado grande, mas com pouca repercussão no cenário nacional, venceu pelo seu talento inato. Ainda bem que talento não depende de condição financeira, local, credo, gênero. Ele simplesmente acontece. E aconteceu com Rayssa.
Mas o maior trunfo de Rayssa foi que além do seu talento inato, sua graça, sua leveza, ao levantar vôo sobre rodas puxou a autoestima de todo o povo brasileiro para cima. 
É, estamos bem. E estávamos precisando disto.